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Nesse Blog postarei algumas matérias que fazem parte do meu dia a dia, serão matérias relacionadas a Direito, Corretagem, política, doutrinas cristãs e a viagens. Espero que gostem!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

"Por que devemos estudar o Velho Testamento?"


Resposta: 
A Bíblia é uma revelação progressiva. Se você pular a primeira metade de qualquer livro bom e tentar terminá-lo, você vai ter dificuldade de entender seus personagens, o enredo e o final. Da mesma forma, o Novo Testamento só pode ser completamente entendido quando é visto como o cumprimento dos eventos, personagens, leis, sistema de sacrifício, alianças e promessas do Velho Testamento. Se apenas tivéssemos o Novo Testamento, iríamos ler os evangelhos sem saber por que os judeus estavam esperando pelo Messias (Um Rei Salvador). Sem o Velho Testamento, não entenderíamos por que esse Messias estava vindo (veja Isaías 53), e não poderíamos ter identificado Jesus de Nazaré como o Messias através das várias profecias detalhadas que foram dadas a Seu respeito; por exemplo: Seu lugar de nascimento (Miquéias 5:2); Sua forma de morrer (Salmos 22, principalmente versículos 1,7-8, 14-18; Salmos 69:21, etc.), Sua ressurreição (Salmos 16:10), e muitos outros detalhes de Seu ministério (Isaías 52:19; 9:2, etc.).

Sem o Velho Testamento, não entenderíamos os costumes judaicos que são mencionados no Novo Testamento. Não entenderíamos as distorções que os fariseus tinham feito à lei de Deus por acrescentarem suas tradições. Não entenderíamos por que Jesus estava tão transtornado ao purificar o Templo. Não entenderíamos que podemos usar a mesma sabedoria que Cristo usou em Suas muitas respostas aos Seus adversários (humanos e demoníacos). 

Sem o Velho Testamento, nós iríamos deixar de entender várias profecias detalhadas que só podiam se tornar verdade se a Bíblia é a Palavra de Deus, não dos homens (veja os profetas maiores e menores), tais como Daniel 7 e os capítulos seguintes. Essas profecias dão detalhes específicos sobre a ascensão e queda de nações, como iriam cair, se vão ascender de novo, quais poderes seriam os próximos a emergir, quem seriam os principais personagens (Ciro, Alexandre o Grande, etc.), e o que iria acontecer com seus reinos quando morressem. Essas profecias detalhadas são tão exatas que céticos acreditam que só podiam ter sido escritas depois do ocorrido.

O Velho Testamento contém várias lições para nós através das vidas de seus personagens falíveis que possuíam a mesma natureza que possuímos hoje. Ao observar suas vidas, podemos nos encorajar a confiar em Deus não importando a situação (Daniel 13) e a não ceder nas coisas pequenas (Daniel 1), para que possamos ser fiéis depois nas grandes coisas (Daniel 6). Podemos aprender que é melhor confessar nossos pecados com sinceridade logo, ao invés de botar a culpa em outra pessoa (1 Samuel 15). Podemos aprender a não brincar com o pecado, pois o pecado vai nos descobrir e sua mordida é fatal (veja Juízes 13-16). Podemos aprender que precisamos confiar e obedecer a Deus se almejamos experimentar da Sua "terra prometida" ainda nessa vida e do Seu Paraíso na vida futura (Números 13). Aprendemos que se contemplamos o pecado, estamos apenas nos preparando para cometê-lo (Gênesis 3; Josué 6-7). Aprendemos que nosso pecado tem consequências não só para nós mesmos, mas para aqueles ao nosso redor que amamos tanto; assim como o nosso bom comportamento tem recompensa para nós e para os que estão ao nosso redor também (Gênesis 3; Êxodo 20:5-6). 

O Velho Testamento também contém grandes quantidades de sabedoria que o Novo Testamento não tem. Muitos desses estão escritos nos livros de Salmos e Provérbios. Esses ensinos de sabedoria revelam como posso ser mais sábio do que meus professores, qual o resultado de vários pecados (é sempre bom poder ver o anzol que a isca está escondendo), e quais realizações o mundo tem a oferecer (nenhuma!). Como posso perceber se sou um tolo (tolo moral, quer dizer)? Como posso acabar afastando pessoas sem ser esse o meu objetivo? Como posso abrir as portas para sucesso duradouro? Como posso achar sentido para minha vida? Novamente, tem tanta coisa nesses livros só esperando ser descoberta por aqueles que realmente querem aprender.

Sem o Velho Testamento não teríamos nenhuma base para nos guardar contra os erros das perversões politicamente corretas da nossa sociedade, na qual evolução é vista como sendo o criador de todas as espécies durante um período de milhões de anos (ao invés de ser o resultado de uma criação especial de Deus em seis dias literais). Nós acreditaríamos na mentira de que casamentos e famílias são estruturas em evolução que devem continuar a mudar com a sociedade (ao invés de serem vistos como um plano de Deus cujo propósito é de criar filhos que O seguem e de proteger aqueles que seriam usados e abusados se não estivessem em tal estrutura – frequentemente mulheres e crianças). 

Sem o Velho Testamento, não entenderíamos as promessas que Deus ainda vai cumprir à nação israelita. Como resultado, não veríamos propriamente que o período de Tribulação é um período de sete anos no qual Ele vai estar trabalhando especificamente com a nação de Israel por ter rejeitado Seu primeira vinda, mas que vai recebê-lO na Sua segunda vinda. Não entenderíamos como o reino futuro de Cristo de 1000 anos se encaixa com as promessas aos judeus, nem como os gentios vão fazer parte também. Nem veríamos como o final da Bíblia conecta tudo que estava solto no começo da Bíblia, restaurando o paraíso que Deus originalmente criou esse mundo para ser, no qual teríamos um relacionamento íntimo e pessoal com Deus no Jardim do Éden.

Em resumo, o Velho Testamento é um espelho que permite que nos vejamos nas vidas dos seus personagens e nos ajuda a aprender de forma indireta de suas vidas. Explica tantas coisas sobre quem Deus é, as maravilhas que tem criado e a salvação que tem providenciado. Conforta aqueles que estão passando por perseguição ou problemas (especialmente o livro de Salmos). Revela através de tantas profecias cumpridas por que a Bíblia é um livro tão único entre os outros livros santos – só ela é capaz de demonstrar o que clama ser: a Palavra inspirada de Deus. Revela muita coisa sobre Cristo página após página dos seus manuscritos. Contém tanta sabedoria que vai muito além do que o Novo Testamento cita ou alude. Em resumo, se você ainda não se aventurou profundamente nas suas páginas, você está perdendo muito do que Deus tem disponível para você. Ao ler o Velho Testamento, vai ter muita coisa que você não vai entender de primeira, mas vai ter muito que você vai entender e aprender. À medida que você continua a estudá-lo, pedindo a Deus para lhe ensinar mais, sua escavação vai lhe recompensar com grandes tesouros!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ATOS ADMINISTRATIVOS INVALIDOS


 Em trabalho proposto pelo Sr. Professor de Direito Administrativo I, Dr. Cristian, nos foi apresentada a seguinte questão:

“A convalidação de atos administrativos viciados é obrigação ou faculdade da administração?”

A princípio cumpre destacar o que é ato administrativo.
Ato Administrativo é todo ato jurídico emanado do poder público acrescido de finalidade pública. Sendo assim, tem como características, as mesmas dos atos jurídicos, como a de adquirir, resguardar, transferir, modificar ou extinguir direitos.
Os atos administrativos tem que obedecer aos requisitos da competência, finalidade, forma, motivo e objeto.
Vamos ao objeto e motivo do ato administrativo e após consideraremos os outros requisitos.

O objeto “é o efeito jurídico imediato que o ato produz” (DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella; 17ª


edição, 2004). Tem como característica a sua dependência de escolha pelo Poder Público, sendo assim tem


em sua essência a discricionariedade da pessoa competente, não podendo ser determinado pelo poder


judiciário a sua oportunidade e conveniência .

O Motivo, assim como o objeto é, em geral, discricionário, porém em certos casos caracteriza-se por vinculação. Ocorrendo a ausência do motivo ou a indicação de motivo falso o ato se torna invalido.

A Finalidade e a Forma caracterizam-se por serem essencialmente vinculadas, sendo a Finalidade sempre pública, e a Forma obedecendo aos certames ditados em lei, eventualmente a lei prevê duas ou mais formas de execução, aí ter-se-á os raros casos de discricionariedade na Forma.

Já a Competência, sendo também tratada por alguns doutrinadores como Sujeito, se trata de quem tem o poder para a convalidação do ato. Ocorrendo a imputação de um ato administrativo por sujeito incompetente ou incapaz, fica a cargo do sujeito competente e capaz anulá-lo ou convalidá-lo e é neste contexto que nos foi questionado: “A convalidação de ato administrativo viciado é obrigação ou faculdade da administração?”

Certamente que Ato Administrativo Viciado não se confunde com Ato Administrativo Invalido, pois no primeiro ocorre erro sanável, já no segundo haverá a anulação em efeito ex tunc.

A questão de convalidação de ato administrativo viciado tem sido amplamente discutida em toda a doutrina e jurisprudência com amplo apoio a sua invalidação. Porém, têm-se que avaliar os princípios que regem o ato administrativo e terceiros que eventualmente sejam prejudicados. As Súmulas 346 e 473 do STF pacificaram os entendimentos sobre o assunto.


STF Súmula nº 346 - 13/12/1963 - Súmula da Jurisprudência Predominante do Supremo Tribunal Federal - Anexo ao Regimento Interno. Edição: Imprensa Nacional, 1964, p. 151.
Administração Pública - Declaração da Nulidade dos Seus Próprios Atos
A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos.”


STF Súmula nº 473- 03/12/1969 -DJ de 10/12/1969, p. 5929; DJ de 11/12/1969, p. 5945; DJ de 12/12/1969, p. 5993. Republicação: DJ de 11/6/1970, p. 2381; DJ de 12/6/1970, p. 2405; DJ de 15/6/1970, p. 2437.
Administração Pública - Anulação ou Revogação dos Seus Próprios Atos
A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.”



Todavia se o ato foi praticado por sujeito incompetente, a doutrina tem o entendimento de que os efeitos do ato devem ser mantidos, segundo o chamado papa do Direito Administrativo Hely Lopes Meirelles, na 29ª edição publicada em 2004 de sua doutrina Direito Administrativo Brasileiro, nos ensina que “a presunção de veracidade, inerente a de legitimidade, refere-se aos fatos alegados e afirmados pela administração para a prática do ato, os quais são tidos e havidos como verdadeiros até prova em contrário”.

Tendo em vista todo o exposto clarifica-se que o ato administrativo viciado deve ser invalidado pelo princípio da legalidade, porém se foi simplesmente praticado por sujeito incompetente ou contiver erro em sua forma, deve ser “corrigido” pelo princípio da finalidade pública, mantendo os seus efeitos.



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tommy ou Tammy? Casal retarda puberdade para filho decidir sobre sexo


Olá amigos, navegando no site da Globo me deparei com essa notícia. Leiam e opinem. Abraços!



Enviado por Fernando Moreira - 
21.10.2011
 | 
10h50m

Tommy ou Tammy? Casal retarda puberdade para filho decidir sobre sexo

O casal lésbico Pauline Moreno e Debra Lobel, da Califórnia (EUA), decidiu usarbloqueadores de hormônios para retardar a chegada da puberdade no filho Tommy, de 11 anos. A medida foi tomada para que o menino tenha mais tempo para decidir se realmente quer fazer a mudança de sexo. Tommy usa roupas de menina e é chamado pelas mães de Tammy

"Isso dá às crianças e às famílias a oportunidade de tomar a decisão certa", disse Joel Baum, diretor da ONG californiana Gender Spectrum, de acordo com o site Adelaide Now.

Entretanto opositores da decisão de Pauline e Debra dizem que o retardamento da puberdade não fará Tommy ter discernimento suficiente para tomar a importante decisão sobre a alteração da sua sexualidade.
"Isso é abuso infantil. É como fazer lipoescultura em uma criança com anorexia", disparou Paul McHugh, professor de psiquatria da renomada Johns Hopkins University.
Tommy deverá continuar em tratamento até os 15 anos.
Fotos: Facebook

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ENCONTRÃO UMADG


Encontrão com os jovens de Guaratuba neste sábado, na Igreja Assembléia de Deus Sede...


 NÃO PERCAM!!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Curiosidades Diversas

Curiosidades Diversas
A primeira citação da redondeza da terra confirmava a ideia de Galileu, de um planeta esférico. Bastava que os descobridores conhecessem a bíblia. (Isaías 40: 22)
Davi, além de poeta, músico e cantor foi o inventor de diversos instrumentos musicais. (Amós 6: 5)
O tio e a tia de Jesus se tornaram “crentes” na sua pregação antes de sua crucificação. (Lucas 24: 13 – 18, João19: 25)
O nome “cristão” só aparece três vezes na Bíblia. (Atos 11: 26, Atos 26: 28 e I Pedro 4: 16)
A “Epístola da Alegria” , a carta de Paulo aos Filipenses, foi escrita na prisão e as expressões de alegria aparecem 21 vezes na epístola.
Quem dá aos pobres, empresta a Deus, e Ele lhe pagará. (Provérbios 19: 17)
O trânsito pesado e veloz, os cruzamentos e os faróis acesos aparecem descritos exatamente como nos dias de hoje. (Naum 2:4  Os carros correrão furiosamente nas ruas, colidirão um contra o outro nos largos caminhos;

A mensagem através de “out-doors” é uma citação bíblica detalhada. (Habacuque 2:2  Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo.)

Quem cortou o cabelo de Sansão não foi Dalila, mas um homem. (Juízes 16: 19)
O nome mais comprido e estranho de toda a bíblia é Maersalalhasbas – filho de Isaias. (Isaías 8: 3 – 4)
Você sabia que a palavra fé só é encontrada uma vez no antigo testamento? (Hc 2: 4)
Você sabia que a palavra “Deus” aparece 2.658 vezes no V.T. e 1.170 vezes no N.T. num total de 3.828 vezes??
* O livro mais antigo da Bíblia não é o Gênesis, mas Jó. Acredita-se que foi escrito por Moisés, quando esteve no deserto.
* O primeiro Salmo encontra-se em II Samuel 1:19-27, uma elegia de Davi em memória de Saul e seu filho Jônatas.
* A Bíblia contém cerca de 773.693 palavras com 3.566.480 letras.
* A Bíblia contém 1.189 capítulos e 31.102 versículos.
* O Salmo 14 e o 53 são iguais.
* O capítulo mais longo é o Salmo 119.
* O capítulo mais curto é o Salmo 117.
* O versículo que se encontra no meio da Bíblia é Salmo 118:8.
* O Pai Nosso, ou a Oração do Senhor, contém 68 palavras e destas apenas cinco são uma petição.
* Ester 8:9 é o maior versículo da Bíblia.
* O versículo mais curto acha-se em Êxodo 20:13.
* A Lei de Deus encontra-se em Êxodo 20 e Deuteronômio 5.
* No livro de Ester não se encontra a palavra Deus.
* O Antigo Testamento termina com uma maldição, ao passo que o Novo termina com uma bênção.
* O último livro da Bíblia a ser escrito foi III S. João.
* A última promessa encontra-se em Apocalipse 22:12.
* Há 3.573 promessas na Bíblia.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

"O que é a armadura de Deus?"

Resposta: A frase “toda a armadura de Deus” vem da passagem do Novo Testamento: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6:13-17). 

Efésios 6:12 indica claramente que o conflito com Satanás é espiritual e, portanto, nenhum arma física pode ser usada efetivamente contra ele e seus demônios. Não temos uma lista de táticas específicas que ele vai usar. No entanto, a passagem é bem clara ao dizer que quando seguimos todas as instruções fielmente, vamos poder resistir ao poder do mal e ter vitória, qualquer que seja a sua ofensa. 

A primeira parte de nossa armadura é a verdade (versículo 14). Isso é fácil de entender, já que Satanás é o "pai da mentira" (João 8:44). Decepção é uma das primeiras coisas que Deus considera ser uma abominação. Uma "língua mentirosa" é uma das coisas que “o SENHOR aborrece” (Provérbios 6:16-17). Ele diz claramente que nenhum mentiroso vai entrar no céu (Apocalipse 22:14-15). Somos então exortados a usar a verdade para a nossa própria santificação e libertação e para o bem daqueles a quem somos testemunhas.

No versículo 14 somos encorajados a nos vestir com a couraça da justiça. Uma couraça iria proteger um guerreiro contra um golpe fatal ao coração ou outros órgãos importantes. Essa justiça não é obras de justiça feitas pelos homens – apesar de que elas seriam barreiras de proteção quando usadas contra acusações e censuras do inimigo. Ao invés disso, essa é a justiça de Cristo, imputada por Deus e recebida pela fé, a qual guarda os nossos corações contra as acusações de Satanás e protege o nosso ser interior contra seus ataques.


Versículo 15 fala da preparação dos pés para o conflito espiritual. O soldado moderno, assim como o guerreiro da antiguidade, precisa prestar bastante atenção aos seus pés. Às vezes o inimigo da antiguidade colocava obstáculos perigosos no caminho dos soldados que estavam avançando. Isso é bem parecido com os campos minados de hoje. Doenças também podem danificar os pés de um soldado que não tem seus pés protegidos. A idéia de ter o evangelho da paz como calçado sugere o que precisamos para poder avançar no território de Satanás; precisamos da mensagem da graça, a qual é tão essencial para ganhar almas para Cristo. Satanás tem colocado muitos obstáculos no caminho da propagação do evangelho.

O escudo da fé, ao qual o versículo 16 se refere, torna ineficaz o ataque de Satanás de plantar dúvidas em relação à fidelidade de Deus e Sua Palavra. Nossa fé – da qual Cristo é o autor e consumador (Hebreus 12:2) – é como um escudo de ouro, precioso, sólido e importante. Esse escudo é como um escudo de guerreiros fortes, pelo qual coisas importantes são alcançadas, e pelo qual um crente não só repele, mas também conquista o inimigo. 



O capacete da salvação do versículo 17 protege a cabeça e serve para proteger uma parte do corpo que é tão importante. Podemos dizer que o jeito que pensamos precisa de preservação. A cabeça de um soldado era uma das partes principais a serem defendidas, pois ela podia sofrer um dos ataques mais mortais, e é a cabeça que comanda todo o corpo. A cabeça é o centro da nossa mente, e quando ela possui a “esperança” certa do Evangelho de vida eterna, não vai receber doutrina falsa, ou deixar-se influenciar pelas tentações de Satanás de desespero. Uma pessoa não salva não tem nenhuma esperança de se proteger dos ataques de falsa doutrina porque sua mente é incapaz de discernir entre verdade e mentira.


Versículo 17 interpreta a si mesmo em relação ao que quer dizer com a espada do Espírito. Enquanto o resto da armadura é em sua natureza armas de defesa, aqui se encontra a única arma de ataque na armadura de Deus. Ela se refere à santidade e poder da Palavra de Deus. Uma arma espiritual maior não existe. Nas tentações de Jesus no deserto, a Palavra de Deus sempre predominou em suas respostas a Satanás. Que benção saber que a mesma Palavra também está disponível a nós!


Orar no Espírito (quer dizer, com a mente de Cristo, com Seu coração e Suas prioridades) como vemos no versículo 18 é o ponto auge do que está envolvido em nos preparar e utilizar todas as armas de Deus anteriormente mencionadas. É significante que essa passagem das Escrituras é tão fiel às prioridades de ministério destacadas por todas as epístolas de Paulo; ele acredita que oração é o elemento mais importante para a vitória e maturidade espirituais. Ele deseja ardentemente esse tipo de oração em sua vida também (versículos 19-20).

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Tatuagens, piercings e afins

ago 28, 2011
Tatuagens, piercings e afins
Autor: Márcia Cristina Rezende
Pode o cristão fazer tatuagens ou colocar piercings em seu corpo?
Conhecida como “Body Modification“, a prática de fazer modificações no corpo tem atraído a muitos, principalmente jovens e adolescentes. Aplicações com ferro quente, desenhos feitos com bisturi, implantes, bifurcação da língua, a variedade é grande… Um pouco menos radical e bem mais comum entre a galera, está o uso de piercings e tattoos. Enquanto isso, alguns se perguntam: o que a Bíblia diz sobre este assunto? Qual deve ser o posicionamento do cristão diante destes modismos? É possível um jovem, cujo desejo sincero é obedecer a Deus, colocar um piercing – por exemplo – e manter-se firme em sua fé?
Este é um assunto polêmico e sempre motivo de grande discussão no meio evangélico. Pode ou não pode? Convém ou não convém? É pecado ou não é? Vamos tentar analisar o assunto sem preconceitos e de maneira mais objetiva possível.
ORIGEM
Usar a pele para tatuar imagens e introduzir adornos é um costume que vem de civilizações muito antigas. Achados arqueológicos (alguns com mais de 4 mil anos) comprovam seu uso em várias culturas primitivas, como Egito, Índia, Nepal, Malásia, Tailândia, Maia, Asteca, Nova Zelândia, etc…
A popularização de tais práticas nos grandes centros urbanos advém dos anos 70, com os punks na Inglaterra e o movimento gay nos EUA. A moda chegou ao Brasil com força total na década de 80, primeiramente entre as “tribos” do underground e culturas alternativas, se disseminando entre artistas e roqueiros, espalhando-se depois entre as mais diversas camadas sociais tornando-se um símbolo pop.
SIGNIFICADOS DIVERSOS
A origem dos piercings e tatuagens está ligada a costumes de muitas civilizações antigas, e possuem vários significados de acordo com cada época e cultura.
No Egito, piercings no umbigo eram identificadores de realeza e beleza. Os Maias usavam tatuagens e piercings por motivos religiosos, estéticos e também para inibir os inimigos. No oriente (China, Japão), a tatuagem era uma espécie de homenagem a uma determinada divindade. No Império Romano, os escravos eram tatuados como sinal de senhorio. Entre os hebreus perfurar a orelha simbolizava um pacto de escravidão (Ex 21.6). Em várias culturas antigas, a tatuagem era feita por feiticeiros, como parte de rituais de passagem ou de cultos pagãos, crendo que sangue que saía das feridas levava consigo os espíritos malignos.
Mais recentemente, na Europa do séc. XVII, a tatuagem passou a ser usada pelos marujos como um talismã, distinguindo-os dos demais. No Holocausto, nazistas tatuavam os prisioneiros judeus para ofenderem sua fé e dignidade. Em algumas regiões da Europa e também nas Américas, era comum as prostitutas levarem uma marca de seus cafetões, como um atestado de propriedade. Já os membros da máfia japonesa Yakuza tatuavam grande parte do corpo como prova de coragem e de fidelidade à gangue.
Nas últimas décadas popularizou-se o uso de tatuagens por presidiários, que tatuam o corpo com marcas que revelam sua personalidade, exibem o delito que cometeu, diferenciam a facção à qual pertencem ou ainda servem como uma espécie de código, com alguma mensagem oculta.
Nos dias de hoje, em nossa sociedade, a grande maioria dos adeptos de tais adornos, o faz por motivos estéticos ou culturais. Alguns o querem como adorno por ser simplesmente bonito e atraente, outros por simbolizar sua adesão a determinada “tribo” ou ideologia, outros encaram como uma expressão de princípios e valores pessoais e há também quem os veja como uma espécie de fetiche.
OPINIÕES CONTRÁRIAS
Não dá para negar que piercings e tatuagens trouxeram para as cidades a consagração de uma nova tribo urbana. Entretanto, não são poucos os que se levantam contra esta prática, sob vários argumentos.
Tatuagens e Piercings são frequentemente relacionados à atitude de agressividade e rebeldia, com uma conotação de rompimento com os pais, o núcleo familiar e a sociedade vigente. Uma maneira de externar descontentamento e o desejo de uma vida alternativa, marginal, contrária à ordem estabelecida. Inclusive alguns setores profissionais simplesmente não contratam funcionários que tenham qualquer tipo de modificação em seu corpo, alegando que alguns adereços transgridem a visão de seriedade que a empresa ou instituição deseja transmitir.
A classe médica também tem suas restrições. Inúmeros estudos e pesquisas têm apontado os riscos de tais práticas que, mesmo seguindo todas as prescrições de higiene e realizadas por profissionais devidamente habilitados, podem acarretar infecções das mais severas, abscessos, alergias, quelóides e até hemorragias.
Entretanto, dentre os principais opositores de tais práticas, estão boa parte dos cristãos – católicos e evangélicos. Eles defendem que o exterior precisa refletir a pureza do coração e que tais adereços “corrompem” o corpo e trazem sérias implicações espirituais. Acreditam também que o uso do piercing esteja ligado a crenças hinduístas. Isto porque um dos locais mais comuns de colocação dos piercings (umbigo) corresponde a um dos sete pontos chamados chakras, que são, segundo a cultura oriental, os centros de energia onde se daria a interação entre o corpo e a mente. Os outros demais pontos conhecidos como chakras localizam-se no topo do crânio, no meio da testa, garganta, coração, ventre e baixo ventre.
BUSCANDO A RESPOSTA NO LUGAR CERTO


Mediante tanta controvérsia, voltamos à questão inicial: é lícito ao cristão fazer uma tatuagem ou colocar um piercing?

Sendo a Bíblia nosso livro de fé e prática, vamos buscar nas Escrituras esta resposta.
1. O que a Bíblia diz sobre Tatuagem
O único texto que fala a respeito de tatuagem na Bíblia encontra-se em Levítico 19:28: “Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR.” (Edição Almeida Revista e Corrigida).
Este texto faz parte de um conjunto de leis dadas por Deus ao povo de Israel que precisam ser interpretadas à luz do Novo Testamento e do restante das Escrituras. Neste mesmo capítulo, encontramos vários outros mandamentos, tais como: “durante a colheita, não colham as uvas que tiverem caído no chão” (v.10); “não furtem” (v.11); “não procurem vingança” (v.18); “não usem roupas feitas com dois tipos de tecido (v.19); “não aparem as pontas da barba” (v.27); e “honrem os anciãos” (v. 32); dentre outras. Como saber quais destas Leis devem ser obedecidas pelos cristãos e quais se restringem a uma determinada época e à cultura? Quais leis expressam o caráter e a santidade de Cristo? Quais podem ser identificadas como fruto produzido pelo Espírito Santo na vida de um indivíduo?
Podemos encontrar a resposta verificando quais delas se repetem em outros textos das Escrituras e do Novo Testamento. Com esta regra simples e básica de hermenêutica aplicada às seis leis citadas acima, não é difícil concluir que:
a) mesmo desfrutando da Graça de Deus e tendo sido libertos da escravidão da Lei, espera-se que aquele que foi justificado por Cristo não furte, não busque vingança e honre os anciãos;
b) por outro lado, não há em nenhum outro lugar da Bíblia, além da Lei Mosaica, algo que indique ser pecado misturar dois tipos de tecido na mesma roupa, aparar os cantos da barba ou recolher todas as uvas na colheita. Da mesma forma que não encontramos respaldo nas Escrituras para classificar como pecado o ato de “fazer marcas no corpo”.
É verdade porém, que existem várias citações bíblicas que condenam quaisquer rituais em favor dos mortos. Portanto, a Bíblia não condena o ato puro e simples de fazer marcas no corpo, mas é explicitamente contra fazer tais marcas se as mesmas tiverem qualquer tipo de relação com os mortos.


2. O que a Bíblia diz sobre Piercing?
Encontramos na Palavra de Deus alguns textos que fazem referência a brincos. Gênesis 35:4 e Êxodo 32:2-3 descrevem homens e mulheres que usavam brincos nas orelhas como um tipo de adorno. Em Ezequiel 16:12 o brinco feminino aparece como uma jóia presenteada pelo próprio Deus. Tal adereço aparece também em outros textos, e em nenhum deles é tido como algo que o Senhor não aprova.
O texto usado como base para condenar o uso de brincos (para os homens) e piercings em geral, encontra-se em Êxodo 21:1-6: “Então seu SENHOR o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre” (Ex 21:6).
Aqui lemos que a prática de perfurar a orelha entre os judeus era símbolo de uma aliança de escravidão voluntária. Todas as pessoas que vissem um homem com orelha furada saberiam que ele escolheu, de livre e espontânea vontade, ser escravo de alguém. Note que não é uma referência ao uso de brincos, mas sim ao ato de furar a orelha.
Tal costume também fazia parte do conjunto de Leis dado ao povo de Israel, e não encontramos nenhuma recomendação ou proibição a esta prática nos Livros Proféticos ou no Novo Testamento, denotando ser, portanto, algo específico para aquele povo e para aquela época.
Sendo assim, se alguém está convencido de que brincos, piercings e tatuagens eram uma questão moral para o povo de Israel, então tal pessoa deve se abster delas. Contudo, a Bíblia não declara que existem falhas morais envolvidas no uso de um piercing ou uma tatuagem, não importa qual seja o contexto.
O caso seria muito similar a outros mandamentos tais como a proibição de tocar em nenhum animal morto (Lv 5:2), de comer carne de porco (Dt 14:8) ou de se sentar na mesma cadeira onde antes se assentara uma mulher que estava “naqueles dias” (Lv 15:20). Tais práticas são inocentes em si mesmas. Elas foram consideradas erradas no antigo Israel por causa de sua associação com práticas pagãs. Se essas ações não possuem associações perversas em nosso tempo, então não existe nenhuma razão para proibi-las.
NÃO É PECADO… ENTÃO PODE?
Calma lá, vamos devagar… O texto de 1 Coríntios 6:12 alerta: “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”. Nem tudo é conveniente para o cristão, mesmo não sendo pecado. Há que se usar o bom senso em cada situação.
Longe de pretender colocar um ponto final a essa discussão, e tentando fugir de radicalismos (geralmente tão perigosos), creio que o jovem cristão que pensa em se utilizar de algum tipo de adorno que transforme permanentemente – ou não – o seu corpo, precisa antes ponderar séria e demoradamente sobre algumas questões:
1. Por que quero fazer isso no meu corpo? “…quer vocês comam, bebam, ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para glória de Deus.” (I Co 10:31)
2. Isto prejudicará outras pessoas? “…façamos o bom propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão.” Rm 14:13
3. Esta decisão viola de alguma maneira a autoridade dos seus pais, líderes espirituais ou governo? “Aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu” (Rm 13.2)
4. Vai causar algum tipo de mal ao meu corpo? “O homem bom cuida bem de si mesmo, mas o cruel prejudica o seu corpo.” (Pv 11:27)
5. Vai deformar de alguma forma a minha dignidade humana? “Vivam de maneira digna da vocação que receberam.” Ef 4:1
6. Apresenta alguma aparência do mal? “Fujam da aparência do mal.” (I Ts 5:22)
7. A natureza da prática dá lugar à carne, envolve magia, ocultismo, idolatria, exploração ou malignidade? “Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus” (Cl 3.17)
8. Trará edificação ou a glória de Deus? “Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo.” (1 Co 6.20)
9. Posso testemunhar da minha fé enquanto faço isso? “Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.” (1 Pe 3.15)
10. Minha consciência terá paz se eu fizer assim? “Combata o bom combate, mantendo a fé e a boa consciência…” (I Tm 1:18-19)
* Uma resposta honesta a cada uma dessas perguntas é o que deverá definir sua escolha. São questões pessoais e diretamente ligadas à consciência, personalidade, ambiente, cultura e visão de mundo de cada indivíduo.
CONCLUINDO
O uso de adornos em geral está vinculado mais ao contexto cultural que espiritual. Por isso, não existe uma resposta única e categórica nestes casos. Para alguns, o uso de piercing, tatuagens, maquilagem, tintura no cabelo, tornozeleiras e afins é encarado com naturalidade e em nada contraria a sua fé ou seu relacionamento com Deus. Já para outras pessoas podem significar uma afronta gigantesca à santidade de Deus. Assim sendo, trata-se de algo pessoal, segundo a consciência e a cultura de cada indivíduo.
Obviamente, mesmo para os adeptos de um visual mais extravagante, existem piercings e “piercings”, tatuagens e “tatuagens”. Piercings agressivos e tattos com figuras antibíblicas sempre expressarão uma mensagem contrária à fé cristã e devem sempre ser rejeitados, como por exemplo: símbolos da Nova Era, desenhos de escorpiões, serpentes, dragões, formas sensuais, figuras esotéricas, estampas de astros e signos, caveiras, etc…
Vale lembrar ainda que, embora a tatuagem possa ser retirada por um cirurgião plástico, o procedimento não é tão simples quanto se pensa. Uma vez feita, a remoção é difícil, e quase sempre se for eliminada, deixará uma cicatriz na pele. Então evite tatuar nomes de namorados ou de qualquer outra coisa que depois, possa vir a se arrepender. Além disso, não se esqueça que esta mesma tatuagem continuará em seu corpo quando você tiver 50, 60 ou 80 anos de idade.
Lembre-se também que, por mais cuidado que se tome, sempre haverá o risco de infecções e outras complicações. Por isso é importante escolher um local devidamente regularizado para fazer sua tatuagem, com bons profissionais, e dentro das mais rígidas normas de higiene e segurança. Caso você ainda não saiba a tatuagem será gravada em sua pele com agulhas e tintas; as agulhas perfuram superficialmente a sua pele, mas entram em contacto com sangue. Portanto, todo o material utilizado para fazer a tatuagem deve ser descartável. As mesmas dicas valem para piercing que, dependendo do lugar que se coloca, costuma infeccionar com maior frequência.
Jesus Cristo, em todo o seu ministério nunca julgou ou condenou alguém por sua aparência. Ele sempre olhava para o coração. Como Ele, precisamos aprender também a olhar o outro com amor, sem preconceitos, lembrando que somos livres em Cristo para usufruirmos da multiforme Graça de Deus afinal, unidade não é conformidade.
Aquele que gosta ou acha certo, que haja em coerência com sua consciência. E aquele que não concorda ou acha errado, que faça o mesmo. Simples assim!
E pra terminar: “Quem é você para julgar o servo alheio? É para o seu senhor que ele está em pé ou cai. E ficará em pé, pois o Senhor é capaz de sustentá-lo. Portanto, você, por que julga seu irmão? E por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus. Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.” (Rm 14:4,10,12). Vivamos pois, a nossa fé em liberdade e amor.
Porque SER IGREJA é vivenciar a simplicidade do Evangelho e a essência do Cristianismo: amar a Deus e ao próximo.